domingo, 24 de junho de 2012
O país em crise comemora a vitória do seu filho
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Minha lembrança de Senna na Williams
A mídia exaltou a assinatura do contrato. A repórter gravou a reportagem da sede da Williams com o carro de nº2, de 94, de fundo. A internet pipocou de comentários nas redes sociais. Todos comemoraram o fato de um Senna voltar a dirigir um carro da Williams.
Sei que além de dar notícias, os jornalistas tem que se preocupar também em vendê-las em forma de matérias. Uma manchete ou um texto que atraia o interesse das pessoas ajudam a vender jornal e conseqüentemente atrair anúncios publicitários que é quem realmente paga o trabalho de uma redação inteira.
Lendo as notícias da contratação de Bruno Senna pela Williams não cai na vala comum de lembrar do acidente fatal em Ímola, num carro da equipe de Frank Williams. Relembrei do que eu vi do nome Senna na Fórmula 1, no carro branco e vermelho da McLaren.
Relembrei na rede social de Senna jogando o carro em cima de Prost no Japão e ficando com o título de 90. Relembrei também do título de 91 no qual, depois de um passeio, Senna cedeu a vitória ao seu companheiro de equipe Berger, no mesmo Japão. Relembrei a inesquecível ultrapassagem em cima da Williams de Damon Hill no GP do Brasil de 93. Da belíssima vitória
E ele na Williams, tenho alguma lembrança? Sim, tenho. Não vi, mas li relatos. Nos testes de pré-temporada em Portugal no ano de 1994, o recém contratado Ayrton Senna levanta do carro e diz: “Porra, cagaram no carro bem na minha vez!”. O ‘Porra’ pode ter sido adaptação minha, mas o ‘cagaram’ foi o que eu li. E se você, leitor for bem mais novo do que eu, explico. Nos anos de 92 e
É essa a lembrança que tenho de Ayrton Senna na Williams.
domingo, 13 de novembro de 2011
Viciado em vitórias
Sabe aquele aluno que só tira nota 10 nas provas e nos trabalhos? Que chega na metade da terceira unidade e já está passado de ano? Ele poderia relaxar na quarta unidade, estudar menos, brincar mais, mas ao invés disso, ele prefere continuar estudando como se estivesse na primeira unidade, começando o ano letivo atrás do objetivo que é passar de ano.
Se a Fórmula 1 fosse uma sala de aula, o aluno descrito acima, seria Sebastian Vettel. O piloto alemão, conquistou seu segundo título consecutivo com quatro corridas de antecedência. Vettel pulverizou seus concorrentes sem deixá-los respirar durante a temporada. Dos 18 grande prêmios disputados até aqui, o piloto da Red Bull terminou no topo da classificação em 11. Após o GP do Japão, no qual conquistou o título, Vettel ganhou as duas corridas seguintes, a da Coréia do Sul e a da Índia.
Na corrida de hoje, ainda em andamento neste momento em que escrevo esse texto, Vettel teve um problema na suspensão que fez um dos seus pneus estourar. O alemão rodou e saiu da prova na primeira curva. O detalhe é que ele tinha feito a pole-position no treino classificatório de ontem e estava mantendo a primeira colocação.
O curioso foi ver a cara de decepção do mais jovem bicampeão da história do esporte ao tirar o capacete e ir conversar com o engenheiro para entender o que aconteceu. Depois foi ver as imagens da sua saída da prova. Como um legítimo CDF, ele procurou entender os erros que o fizeram tirar 9,0 na prova e não 10.
Sebastian Vettel merece tudo o que conquistou até agora e pela empolgação a cada vitória, pole e análises quando a vitória não vem, indicam que sua vontade de ganhar está apenas no início. Vettel está se mostrando um viciado

