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domingo, 24 de junho de 2012

Kaká pode voltar ao Milan


O jornal AS publicou que o pai de Kaká está em Milão negociando o retorno do filho para o Milan. Desde a derrota do Real Madrid para o Bayern de Munique que resultou na eliminação do time espanhol na Liga dos Campeões, todos os jornais espanhóis davam como certa a saída de Kaká.

O jornal espanhol dá sinais de que pilares concretos estão sendo construídos para a transferência acontecer. O craque brasileiro que estar jogando num grande clube para ter chances de ser convocado para a Copa do Mundo de 2014. Coisa que o Milan é. Além disso, Kaká e sua família conhecem Milão com a palma da mão. E para completar, o Milan é praticamente sua casa.

Pelo lado do clube italiano, o vice presidente Adriano Galliani negou, durante a semana, o retorno de Kaká para o clube. Segundo o cartola, ainda faltam 3 anos para terminar o contrato do brasileiro com o clube espanhol, o que dificulta bastante, pois o Real Madrid não vai liberá-lo a custo zero. Inclusive, foi essa orientação que os merengues deram ao pai de Kaká, de não negociá-lo sem uma compensação financeira. Além disso, Galliani colocou outra pedra no caminho, o alto salário que o craque brasileiro recebe.  
Sonhei que o craque não tivesse boas propostas dos grandes europeus e voltasse para o São Paulo para formar o trio com Lucas e Luís Fabiano.

Primeiro foi o PSG, do diretor de futebol, Leonardo que andou sondando Kaká. Agora, o retorno ao Milan é algo bastante possível de acontecer.

domingo, 10 de junho de 2012

Luís Fabiano, o matador com cartões amarelos


Não lembro quem foi que disse ou escreveu, mas algum cronista esportivo disse que Luís Fabiano era aquele aluno que bagunçava na aula e dizia sempre que na verdade era a professora que pegava no pé dele. Nessa época Luís era jogador do São Paulo, ainda novo com seus 20 e poucos anos, antes de ir para a Europa onde teria ótimas passagens pelo Porto (POR) e Sevilla (ESP), vivia tomando cartão por reclamação com a arbitragem.

Hoje, de volta ao São Paulo, atacante veterano, líder do grupo junto com Rogério Ceni, experiente, com uma Copa do Mundo disputada, Luís continua cometendo o mesmo erro. No Campeonato Paulista desse ano, ele ficou fora da semifinal contra o Santos por ter recebido o terceiro amarelo contra a Ponte Preta na fase anterior. E pro jogo de hoje contra o Santos, válido pela quarta rodada do Brasileirão, o atacante são-paulino está suspenso.



O técnico do São Paulo, Emerson Leão, criticou a conduta do seu atacante após o jogo contra o Inter, em que Luís Fabiano levou o terceiro amarelo. “Eu gostaria que vocês contassem quantas vezes eu peço aos atletas que esqueçam o árbitro. Peço para não levar amarelo sem necessidade. Necessidade é uma falta para parar contra-ataque. Por reclamação, é erro nosso. Está na hora de tomarmos uma decisão, e séria. Para isso, já conversamos”. E completou, “Infelizmente foram três reclamações e já estávamos conversado sobre isso. Quando melhorar, ele só vai subir de rendimento. Não podemos tapar o sol com a peneira”.

Na fase classificatória do campeonato Estadual, o São Paulo bateu o Santos por 3 a 2, sendo que o terceiro gol foi marcado pelo camisa 9 do tricolor paulista. Na semifinal da competição, Luís não jogou e o São Paulo foi eliminado pelo Santos.

Na partida de hoje, os dois times entram em campo para o clássico sem suas grandes estrelas. O Santos não terá Neymar e o goleiro Rafael por estarem servindo a seleção e PH Ganso que está machucado. Já o São Paulo não conta com Lucas e Casemiro que também estão no grupo selecionado por Mano Menezes. E Luís Fabiano que poderia ser decisivo para o jogo está suspenso por ter levado três cartões amarelos em três jogos do Campeonato Brasileiro.

Os gols do matador estão saindo como nas primeiras passagens pelo clube (já foram duas passagens), mas os cartões amarelos também estão saindo na mesma proporção desde que era um jovem atacante com grande potencial. E o aluno, do início do texto, continua jogando a culpa na professora, “Levo cartão sempre que falo com o juiz”.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Uma aposentadoria precoce



No ano de 2008, quando deixou o Barcelona, Ronaldinho Gaúcho já dava indícios de cansaço com o futebol. De lá pra cá, o craque se comportou como um ex-jogador em atividade. Com uma passagem sem grande brilho pelo Milan, voltou ao Brasil, mas não para o gramado e sim para as noitadas. Ao invés de voltar para algum time de futebol, Ronaldinho poderia ter pensado em umas férias de popstar em fim de turnê. E depois pensar num novo retorno ao futebol com as baterias carregadas.

Quando deixou a Itália, o craque foi disputado a leilão por Grêmio, Palmeiras e Flamengo. Vitória do rubro-negro que ofereceu mundos e fundos, contando com o que iria ganhar com o marketing em cima do craque e não com o que tinha no saldo bancário. Um acerto com a Traffic avalizou o negócio, que afundou quase um ano depois, por falta de rentabilidade. Esse fracasso também é creditado pelas apagadas atuações do craque dentro de campo. Ronaldinho não rendeu o esperado. E a bola de neve foi crescendo.

Noitadas motivadas pelas regalias que o clube concedia justificam o fraco rendimento. Qualquer atleta que busque o alto rendimento deve cuidar muitíssimo bem do corpo, porque senão a engrenagem falha. E não é preciso apenas ser atleta profissional. Os amadores sentem isso também. Uma noite perdida e amanhã seguinte será de sacrifício.

O casamento com Flamengo terminou foi parar nos tribunais de justiça. E a baixaria começou. Vídeos com imagens da má conduta do craque foram parar nos jornais. O craque pede R$ 40 milhões e o Flamengo também quer ser ressarcido. Alheio a isso e querendo demonstrar força para a torcida, o Atlético-MG viu em Ronaldinho a contratação perfeita. E assinou um contrato de apenas 6 meses, com um salário mais modesto do que o do Flamengo, R$ 300 mil.

Ronaldinho construiu uma história bonita no futebol. A passagem pelo Barcelona foi irretocável e até hoje o clube catalão reverencia o Ronnie, como eles carinhosamente apelidaram o craque brasileiro. Ao invés de queimar sua imagem, Ronaldinho poderia ter pensado em tirar umas férias de 1 ou 2 anos do futebol. Recentemente, grandes esportistas fizeram isso. O piloto de automobilismo, Kimi Raikkonen, conquistou o título mundial de Fórmula 1 em 2007. Enjoado do circo, o finlandês cumpriu o seu contrato com a Ferrari e deixou a Fórmula 1 para se divertir correndo de Rali. Nesta temporada, voltou para o circo correndo pela Lotus, disputando as primeiras posições. Na motovelocidade, o australiano Stoner, bicampeão da categoria, inclusive atual campeão, está disputando novamente o título nesta temporada. No entanto já anunciou a aposentadoria precoce para o final do ano, aos 26 anos. Outra que também parou precocemente foi a tenista belga Justine Henin, deixou a WTA no topo dos rankings, pois se cansou de viver em função do esporte e preferiu curti-la como uma pessoa normal.

Ronaldinho poderia ter parado em alta. Talvez a volta para o Brasil poderia ter sido direto para as noitadas, sem ter assinado contrato com nenhum clube. Muitos fãs ficariam mais orgulhosos com o ídolo. E não causaria revolta numa nação inteira, a rubro-negra. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Na Libertadores é guerra

A Copa Libertadores da América e a Liga dos Campeões da Europa tem uma coisa em comum. São os torneios mais importantes dos seus continentes. Mas as semelhanças param por aí. Enquanto que um é cercado por glamour, no caso do europeu, o outro é disputado numa verdadeira guerra pelos sul-americanos.
Nesta quarta-feira, 25, a Liga dos Campeões conheceu o seu segundo finalista do torneio. Num jogo eletrizante, o Bayern de Munique eliminou o Real Madrid. O jogo foi cheio de pompas como se é de costume, como por exemplo, o hino próprio do torneio é tocado sempre antes do início das partidas, com os dois times e o trio de arbitragem perfilados, faltando apenas a mão no peito esquerdo. O gramado é um tapete, o estádio muitíssimo bem iluminado, e um esquema de segurança no estádio comparado a aparições públicas do Papa ou dos presidentes de importantes nações.
Os jogos da Libertadores, tem apenas os hinos dos países dos dois times, mas isso é o de menos. Já a iluminação e o gramado da maioria dos estádios que recebem os jogos não estão a altura dos jogos do maior torneio do continente. Além disso, os jogadores dos times visitantes são tratados a pedradas e objetos jogados pela torcida local.
No jogo entre Bolívar e Santos, disputado na noite de ontem, os jogadores e a comissão técnica do Santos, ao voltar para o gramado após o intervalo, tiveram que correr para o campo e para o banco de reservas, pois a torcida estava atirando pedras na saída do vestiário. E para completar, a polícia, que fazia a segurança no estádio, teve que proteger os jogadores brasileiros, com escudos, nas cobranças de escanteio. Numa dessas cobranças, o atacante Neymar, do Santos, foi atingindo no rosto por um objeto jogado pela torcida.


A atitude da torcida boliviana irritou Neymar, que na saída do campo declarou: “Vai ter a partida de volta na Vila também. Lá em Santos eles vão ver”. Durante essa entrevista, o repórter da Globo, Abel Neto, relatou que foi atingido por uma garrafa: “Estava entrevistando o Neymar, que havia acabado de dar a primeira resposta. Quando fiz a segunda pergunta, ele continuou andando e fui atrás dele. Perto da descida da escada para o vestiário, fui atingido pela garrafa, mas com certeza era para acertar o Neymar.”
Este episódio ocorrido na Bolívia, passará impune, pois a Conenbol, organizadora do torneio, fecha os olhos para este tipo de coisa. E isso não é exclusividade dos bolivianos. Nos outros países da América do Sul e até no México (país convidado para participar do torneio, mas sem o direito de classificação para o Mundial de Clubes em caso de conquista) essa cena é comum.
Já na Liga dos Campeões, isso não ocorre e caso ocorra, a UEFA sempre toma as providências necessário para que não volte a ocorrer.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Triturador Azul Grená

Quando o Santos conquistou o seu primeiro título mundial diante do Benfica em 1962, Pelé já tinha batido a marca dos 1 mil gols. Ali o rei já era candidatíssimo a melhor jogador de todos os tempos. Encantava o mundo em todos os gramados que desfilava. E fazia do seu time quase imbatível.

No mundial de clubes de 2011, o Barcelona chegou como um time imbatível. Seríssimo candidato a melhor time de todos os tempos. Precisou apenas do primeiro tempo para trucidar o Santos e fazer 3 a 0 no placar. O Barcelona impôs seu estilo de jogo e os gols foram saindo naturalmente com Messi, num belo gol tocando com classe na saída do goleiro, Xavi e Fábregas. No segundo tempo, Messi fechou o placar fazendo seu segundo gol no gol, 4 a 0 Barcelona em cima do Santos.

O triturador azul grená conquistou seu 13º título, em 16 disputados nos últimos 3 anos. Nessa gestão Guardiola, o Barcelona perdeu apenas a Copa do Rei em 2010 para o Sevilla, a Liga dos Campeões de 2010 para a Inter de Milão e a última Copa do Rei para o rival Real Madrid. Fora essas 3 derrotas, o time catalão vem jogando em tal nível que está difícil de algum time no mundo fazer frente a ele. Nesta temporada, o Barcelona jogou contra 2 gigantes do futebol mundial, seu rival Real Madrid e todo poderoso Milan. Contra o Real, o jogo aconteceu em Madrid, no Santiago Bernabéu e Messi, Xavi, Fábregas e Cia viraram o jogo para 3 a 1. Já contra o Milan, também na casa do adversário, o Barça ganhou de 3 a 2.

O que impressiona no Barcelona é que o time não abre mão do seu estilo de jogo em ocasião alguma. Não importa o adversário que está do outro lado do campo, não importa o local do jogo (em casa ou fora), o time sempre vai tentar impor seu toque de bola. No jogo contra o Santos, Guardiola sabia quem era Neymar e do que ele é capaz de fazer dentro, mas mesmo assim não traçou um plano especial infalível para anular o jovem craque santista. Nas coletivas durante os dias que antecederam a partida, Cesc Fábregas falou o que o time faria para anular Neymar, “Se tivermos o controle da bola, não há Neymar”.

O Barcelona chegou a um patamar no futebol atual em que só existe ele. E não se pode dizer que falta adversário de qualidade. Real Madrid, Manchester United, Milan, Bayern de Munique são grandes times, com craques em seus elencos, além de serem comandados pelos melhores técnicos do mundo, mas não conseguem fazer frente ao Barça.

Ninguém conseguiu descobrir uma fórmula para parar o Barcelona. Que além de tudo, Guardiola não descansa mesmo com o time encantando. Ele sempre consegue mexer e mudar o time para continuar cada vez mais imbatível.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mandinga de torcedor

Um jogo de futebol não é só definido nos pés do craque. Para a bola chegar certinha no pé do craque que está de frente pro gol ou o goleiro evitar um gol a queima roupa ou o zagueiro tirar a bola em cima da linha aos 49 do segundo tempo, tudo isso não se resume a competência dos jogadores. Aquele cueca velha que um torcedor sempre bota, a fezinha de outro é que definem esses lances e o resultado final da partida.

Na Bahia a fé é maior ainda. A fé dos baianos nos santos é tão grande que os outros estados adoram fazer a velha piadinha de que se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado. Quando o juiz apita e a bola rola, os baianos estão sempre atentos aos mistérios da sorte. E como todo bom devoto, evitam fazer as mínimas coisas diferente do que vem dando sorte.

As vésperas do jogo de sábado entre Bahia x Avaí, encontrei um vizinho torcedor do tricolor baiano no elevador. Após os educados “bom dia” e “tudo bem?”, perguntei se ele veria o jogo no estádio. Ele disse que ainda não tinha decidido e tal, lembrou que a torcida não vem lotando o estádio, que por causa disso os ingressos não estão esgotando, então ele iria decidir isso em cima da hora. E finalizou com um não sei, porque também estou dando umas sortes assistindo na televisão mesmo.

Agora a noite, depois que o Bahia ganhou suado do Avaí, numa partida louca, em que o dono da casa abriu o placar, depois tomou a virada para revirá-lo, fechando o placar em 3 a 2, encontro este vizinho novamente. Logo após os cumprimentos formais, já perguntei logo sobre o jogo. “Que jogo louco!”, respondeu ele. Em seguida perguntou do resultado do jogo do Vitória hoje e que pelos comentários do rádio, tudo indicava que o rubro-negro havia perdido outra partida. Logo emendei com a falha do goleiro Fernando, ex-Bahia e atual Vitória, que entregou o empate para o time do Paraná, na última sexta. E no final, claro, perguntei se ele tinha ido pra Pituaçu. E ele respondeu, “Fui não. To dando sorte vendo os jogos em casa!”.

Pois é, uns torcedores usam a mesma cueca, outros apelam para os santos, enquanto que uns ajudam o time a revirar um jogo assistindo em casa.

Atualização as 00H52: O Vitória realmente perdeu hoje, 1 a 2 para o Barueri. Time que perde em casa é sinal de que dificilmente vai subir.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Messi calado é um poeta

Lembro que em 2005, Pelé, o maior jogador da história do futebol, disse que Romário deveria encerrar a carreira. O baixinho respondeu que Pelé calado é um poeta, que tinha que colocar um sapato na boca, pois já era sabido que o rei só falava m*, mas e ressaltou que ele é rei, é Deus.

O melhor jogador da atualidade, eleito duas vezes melhor do mundo e atual detentor desse título, Lionel Messi também andou merecendo colocar um sapato na boca. Em entrevista à Revista ESPN de setembro, o craque argentino respondeu que Maradona foi melhor que Pelé, já que ele não tinha visto o craque brasileiro. No entanto, a polêmica surgiu ao dizer que não ter visto o rei, não lhe fazia falta.

Messi é um cracaço desses que surgem de tempos em tempos e que são candidatos a melhores da história. Claro que ele tem liberdade para falar o que quiser e ter a opinião que for, mas para essa discussão boba, que já colocou até a FIFA numa tremenda saia justa, Messi perdeu uma ótima oportunidade de ficar calado. Antes de abrir a boca pra falar isso, Messi deveria colocar uma bola nos pés e sair em direção ao gol, driblando todos os jornalistas que lhe fizessem essa pergunta, quem é melhor, Pelé ou Maradona? Afinal de contas, pra que entrar nessa discussão se nem argentino ele é?

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A ficha ainda não caiu

O Bahia foi até o Rio de Janeiro enfrentar o Flamengo no último domingo e venceu o rubro-negro carioca por 3 a 1, dentro do Engenhão. O zagueiro Titi, o lateral-esquerdo Dodô e o atacante Souza foram os autores dos gols do Tricolor de Aço que tirou o pescoço da degola, ocupando a 15ª colocação, a 3 pontos da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro desse ano.

O mais divertido é a torcida do Bahia que mistura felicidade e surpresa com o resultado do jogo de domingo. Já ouvi histórias de torcedores que não puderam ver o jogo e custavam a acreditar que o time fechou o primeiro tempo já com o placar construído. Muitos ficaram com o pé atrás, preferindo manter o comedimento até o apito final do árbitro, já que o time cansou de ceder empates e derrotas nos minutos finais. Ontem a noite, ouvi um torcedor dizer, que apesar de ter assistido o jogo, até agora não acreditava nos 3 a 1 pro Bahia.

Foi um resultado que nem o mais otimista dos torcedores do Bahia teria. O novo técnico, que acaba de ser apresentado, Joel Santana receberá um time num momento de tranqüilidade para arrumar a casa e manter o Tricolor de Aço na divisão de elite do futebol brasileiro.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O futuro do Brasil

Após o desfecho do primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2011 e apenas cinco pontos separam o líder do 6º colocado. Corinthians lidera o campeonato com 37 pontos, enquanto que o Palmeiras vem em sexto com 32. Entre eles tem Flamengo com 36, São Paulo e Vasco com 35 e o Botafogo vem em quinto com 34 pontos. Todo mundo colado.

Se você pegar o histórico de pontos corridos, poderá também incluir Cruzeiro e Inter, ambos com 27, na luta pelo título. E se a análise, levar em conta os craques do plantel, podemos dizer que o Santos, de Ganso, Neymar e Elano, também pode entrar nessa briga, mesmo tendo apenas 22 pontos.

Agora vamos, para o outro lado do oceano Atlântico. Nesse último domingo, o Real Madrid estreou no Campeonato Espanhol massacrando o Zaragoza por 6 a 0. Ontem, o Barcelona, extremamente desfalcado, com a zaga inteiramente improvisada com 2 volantes e 1 lateral, goleou o Villareal por 5 a 0. Enquanto que os 2 gigantes fazem uma disputa particular pelo título, os outros 18 clubes lutam pelas migalhas.

A grande diferença entre Barcelona e Real Madrid e os outros está na receita. A diferença entre os contratos de televisão e patrocínio dos dois gigantes é abissal em relação aos demais. Lá na Espanha, os contratos televisivos são individuais, logo, por terem mais craques e jogarem um futebol bonito, vistoso, Barça e Real tem maior poder de barganha e acabam fechando contratos bem maiores que os demais. Enquanto que os dois ficam com a maior fatia do bolo, os demais times ficam com as migalhas e isso reflete na disputa pelo título espanhol.

E as regalias não param por aí, Barcelona e Real Madrid também possuem linhas de créditos especiais, isto é, os dois gigantes conseguem fazem empréstimos mais facilmente do que os demais. Enquanto que o Barcelona gastou 55 milhões de euros pra contratar Alexis Sánchez e Cesc Fábregas (além das variáveis de ambos que poderão ser acrescidos, respectivamente, 11,5 milhões e 10 milhões de euros) e o Real Madrid desembolsou 30 milhões de euros por Fábio Coentrão, o Villarreal tem que vender jogadores para equilibrar as contas e manter Nilmar e Rossi no elenco.

Aqui no Brasil, com o racha no Clube dos 13, a Rede Globo negociou, individualmente com os clubes, os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Na nova negociação, São Paulo, Palmeiras, Vasco e Santos caíram do primeiro grupo para o segundo. O primeiro grupo agora, tem apenas Flamengo e Corinthians que recebem 18% a mais do que o segundo grupo. Parece pouco, mas não é. Um exemplo, foram as especulações de uma possível volta do argentino Carlos Tévez ao Brasil. Para avalizar a contratação, o Corinthians colocaria os 100 milhões que deverá receber da televisão como garantia de pagamento. O nível aumentaria, seria mais um craque desfilando pelos estádios brasileiros, mas o Botafogo teria bala na agulha pra fazer uma contratação desse nível? Será que apenas 3 pontos poderiam separar o Corinthians, com Tévez no seu elenco, do Botafogo? Com certeza não.

A diferença de Corinthians e Flamengo para os demais deverá aumentar ao longo dos anos. Quanto mais craques no elenco, maior será o poder de arrecadação com patrocinador. E essa situação está chegando a um nível insustentável na Espanha. É bom que os dirigentes brasileiros fiquem atentos a isso para que o Brasileirão continue tendo nove ou mais times disputando o título.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Corrupção sem fronteiras

No início do mês, mais precisamente no dia 10/05, o ex-presidente da Associação de Futebol da Inglaterra (FA) e atual membro do Parlamento Britânico, David Triesman, acusou Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e mais outros 3 dirigentes da FIFA de pedirem propina em troca de apoio à candidatura da Inglaterra para sediar a Copa de 2018.

Prontamente, a CBF publicou nota em seu site oficial rebatendo todas as acusações de Triesman e afirmando que o ex-presidente da FA tenta esconder o fracasso na condução da candidatura inglesa para sediar a Copa do Mundo.

Ontem, a BBC exibiu um programa no qual revela que Ricardo Teixeira admite, em audiência a juízes suíços, que houveram pagamentos de propinas na FIFA, além de fechar acordo para que seja barrado a publicação do documento que comprova essa informação pelo tribunal suiço. Além de Teixeira, o ex-presidente da FIFA João Havelange também esteve envolvido nesse esquema que ocorreu na década de 90.

Diferentemente do que aconteceu a pouco menos de 15 dias atrás, a CBF não divulgou nenhuma nota ameaçando processar a BBC. Muito pelo contrário, Ricardo fez o mesmo quando alguns deputados ameaçaram abrir a CPI da Copa de 2014, embarcou hoje para a Suíça onde deverá se encontrar com outro nome citado pela reportagem, Joseph Blatter, atual presidente e candidato a reeleição da FIFA, para tomarem as medidas cabíveis.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Finais na estréia

Última rodada, enquanto que Santos e Internacional estão disputando ponto a ponto o título do Brasileiro 2011, Fluminense, São Paulo, Corinthians e Grêmio disputam ponto a ponto a terceira vaga da Libertadores, além de Vasco, Palmeiras e Botafogo ainda sonharem com uma dessas duas vagas em disputa. Enquanto isso na parte de baixo da tabela, Bahia, América-MG e Ceará brigam de badogue (estilingue) para não cair.

Quem perder o título por um mísero pontinho ou dar adeus a uma vaga da Libertadores no detalhe ou quem fechar o caixão e cair para a série B vai se lembrar do vacilo da primeira rodada. O bom do campeonato de pontos corridos é que o primeiro jogo, o de abertura tem o mesmo valor do último. O time que começa o campeonato desmotivada, sem vontade de jogar vai lamentar a perda desses pontos lá em dezembro.

O São Paulo foi até o Rio de Janeiro e venceu o Fluminense por 2 a 0. Os times vão brigar basicamente pela mesma coisa ou título ou uma vaga na Libertadores. Outro exemplo? O Inter visitou Santos na Vila Belmiro e saiu de lá com um empate. Tudo bem que o Santos tem a desculpa de estar na semifinal da Libertadores e logicamente, deve priorizar a competição continental. O Corinthians foi outro que se deu bem na estréia ao vencer o Grêmio em Porto Alegre. na briga pelo rebaixamento, o Bahia vai lamentar muito esses três pontos que perdeu para o América-MG. O jogo foi em Minas, mas o Bahia jogou bem no primeiro tempo, saiu na frente, mas cedeu o empate na etapa final. Outro que também vai lamentar a estréia no campeonato foi o Ceará, que apesar de ter perdido para o Vasco, um time de história, perdeu em casa de 3 a 1.

E quem ainda não aprendeu como funciona o campeonato de pontos corridos, mete a culpa na arbitragem e reclama de gol impedido do adversário, pênalti em cima do atacante, impedimento mal marcado, mas não vai lembrar de jeito nenhum da primeira rodada do campeonato.

sábado, 30 de abril de 2011

A final do Paulista 2011

Vou contar uma história pra vocês. Em 2005, quando o São Paulo estava por cima, tinha acabado de conquistar a Libertadores e, posteriormente, conquistou o mundo na terra do sol nascente, assisti o jogo mais emocionante da minha vida, Corinthians 2 x 3 São Paulo, jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano.

Foi um jogo impróprio para cardíacos, manchete que o melhor jogo que o computador já teve, Championship Manager 2001-2002, publicava na capa do seu “jornal” após a vitória de um time num clássico lá e cá.

Nilmar abriu o placar logo aos 2 minutos de jogo, mas que foi empatado aos 28 com uma pintura de Amoroso, que fez fila na zaga corintiana. Já no segundo tempo na altura dos 30 minutos, Souza recebe na frente e vira o jogo para o Tricolor, mas antes disso o mesmo Souza poderia ter feito outra pintura, ao receber e dar uma puxada deixando o marcador parar lá na bandeirinha do escanteio. Mas, na finalização, chutou em cima de Marcelo, arqueiro do Corinthians e a bola foi pra fora. Mesmo com o gol, o Corinthians não se abateu e Nilmar acertou a trave de Rogério Ceni. Que foi respondido com um ataque que poderia ter matado o jogo, mas Amoroso chutou pra fora. E como diz o ditado quem não faz toma, Roger toca para Rosinei, livre dentro da área, chutar cruzado e empatar o jogo faltando 5 minutos para o final do jogo. Um clássico que estava na mão do São Paulo terminar empatado é digno de remédio para dormir, pois no mano a mano a raiva venceria facilmente o sono e não me deixaria pregar o olho. Mas 2 minutos depois do gol de empate, a zaga corintiana faz sanduíche de Souza dentro da área e, que segundo a regra, é pênalti. Amoroso bate e fecha a conta marcando o 3º gol do São Paulo.

Este jogo foi anulado uns meses depois, por estar na lista da máfia do Apito, que embaralhou todas as cartas e, de repente, o Corinthians apareceu na liderança do campeonato e permanecendo assim até a última rodada, ficando com o título. Exatamente no ano de 2005, em que Boris Berezovski e Kia Joorabchian desembarcaram no Parque São Jorge com suas maletas de 007 entupidas de dinheiro, enquanto que os containeres que traziam o restante que estava na Rússia vinha de navio.

Além dessa história, contarei um breve diálogo que tive esses dias na faculdade. Um colega meu, vestido com a camisa marca-texto do Palmeiras, passou por mim e falei “Olhe, ganhe do Corinthians, porque não quero ver o Corinthians na final” e ele respondeu “Eu vou ganhar!”. Na quinta-feira, enquanto que uma tempestade caía em Salvador, vi os confrontos da Copa do Brasil, São Paulo x Avaí, Flamengo x Ceará, Palmeiras x Coritiba, Atlético-PR x Vasco. O São Paulo não perde pra ninguém em elenco. Se uma partida de futebol fosse decidida no papel, comparando jogador por jogador na teoria, já poderia entregar a taça no Morumbi, mas como futebol é bola rolando dentro das quatro linhas durante 90 minutos, tudo pode acontecer. Inclusive uma eliminação paulista em Santa Catarina.

Agora cheguei onde queria. O São Paulo vai mostrar se tem um time de verdade dentro de campo e não só no papel, se ganhar o título paulista em cima do único clube que tem um bom time sem disputar a Libertadores, o Corinthians. Ah, mas o São Paulo ganhou na primeira fase do Paulista, jogo inclusive que Rogério Ceni marcou o seu centésimo. Ok, ganhou. Mas quero ver o São Paulo ganhando numa decisão de título, aí terei a segurança de apostar no título da Copa do Brasil.

Quero outro jogo impróprio para cardíacos!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

E se a missão for possível?

É engraçado como as coisas acontecem com o Fluminense. O time esteve na berlinda da Libertadores e só evitaria a eliminação do maior torneio da América se acontecesse outro milagre.

Sempre estou fazendo alguma coisa durante o jogo do Fluminense, seja assistindo outro jogo ou chegando da rua. Pois hoje não foi diferente. Nas outras oportunidades, o Flu estava já com a faca perto do coração quando comecei a ver os jogos. Seja Deco fazendo um gol no apagar das luzes dando sobrevida as esperanças de classificação, seja Fred decretando a vitória e botando o Flu nas oitavas de final. Pois bem, hoje não foi diferente.

Cheguei em casa, liguei a televisão na Grande Família e fui para o computador ver o aconteceu de mais importante no Brasil e no mundo no intervalo de tempo em que saí do trabalho as 18:30 e vi a chuva começando a cair, se transformar em dilúvio até um pouco antes de voltar para casa e voltar a chuviscar como no início da noite. Abro o twitter (estou começando a ver o seu funcionamento) e depois de descer muito a barra de rolagem, leio um “vou assistir Insensato Coração e depois tentar assistir o jogo dos guerreiros do Fluminense”. Aí coloco no jogo.

O placar mostra 1 a 0 para o Fluminense, quando o Libertad com o atacante, Gamarra, e contando com a ajuda do goleiro Ricardo Berna, do tricolor, empata a partida. Pronto. Se levar esse placar para o segundo jogo, que será fora de casa, o Flu voltará a colocar a corda no pescoço, mais uma vez. Diguinho recebe a bola e, pensando que é Conca, parte para cima da zaga adversária e chuta a bola, quase da intermediária, láaa na arquibancada do Engenhão. Já vi esse filme em Libertadores, com um jogador chamado Dagoberto que achava que podia driblar todo mundo e resolver o jogo com um gol antológico, deixando 50 marcadores para trás. Geralmente quando isso acontecia, a eliminação era inevitável.

Só que aí Marquinhos acerta um chute da meia lua, fazendo 2 a 1 para os donos da casa. Em seguida, Conca, ao sofrer uma falta, acha Araújo livre dentro da área, mas o juiz não dá a vantagem e pára o lance que poderia terminar no terceiro gol do Flu. Mas os deuses do futebol estão comovidos com a campanha dos guerreiros e, junto com a competência, Conca acertou a falta, que o juiz deu ao não dar a vantagem, fazendo 3 a 1.

O Fluminense conquistou um bom resultado que lhe dará certa tranqüilidade para o decidir a vaga lá no Paraguai. O time carioca pode perder até por 1 gol de diferença que se classificará para as quartas-de-finais da Libertadores.

A pergunta que não quer calar, como será que os guerreiros reagirão diante de uma missão possível?